A revista Rollings Stone gringa soltou uma lista dos 30 melhores álbuns de 2008. Os discos foram escolhidos pelos leitores da revista. O destaque ficou por conta do The Killers, que faturou a preferência da galera. Algumas bandas, como Death Cabie for a Cutie e Fleet Foxes são pouco conhecidas no Brasil e, por isso mesmo, vale a pena dar uma conferida.
1. The Killers - Day & Age 2. Coldplay - Viva La Vida 3. Kings of Leon - Only By the Night 4. MGMT - Oracular Spectacular 5. Guns n’ Roses - Chinese Democracy 6. TV on the Radio - Dear Science 7. My Morning Jacket - Evil Urges 8. Vampire Weekend - Vampire Weekend 9. The Raconteurs - Consolers of the Lonely 10. R.E.M. - Accelerate 11. Beck - Modern Guilt 12. Death Cab For Cutie - Narrow Stairs 13. Kanye West - 808s & Heartbreak 14. Metallica - Death Magnetic 15. Nine Inch Nails - The Slip 16. Fleet Foxes - Fleet Foxes 17. Portishead - Third 18. Jenny Lewis - Acid Tongue 19. Lil Wayne - Tha Carter III 20. The Black Keys - Attack & Release 21. The Mars Volta - Bedlam In Goliath 22. Erykah Badu - New Amerykah: Part 1 (4th World War) 23. Santogold - Santogold 24. Weezer - The Red Album 25. The Drive-by Truckers - Brighter Than Creation’s Dark 26. Ryan Adams & the Cardinals - Cardinology 27. Oasis - Dig Out Your Soul 28. Girl Talk - Feed the Animals 29. Bon Iver - For Emma, Forever Ago 30. The Verve - Forth
A maior virtude dos fãs do Gun’s ‘n Roses é a paciência. Esperaram 15 anos para ouvir um álbum de inéditas. Quer dizer, inéditas mais ou menos né, já que algumas músicas já eram tocadas nos raros shows da banda e outras vazaram na internet bem antes do lançamento do disco. O fato é que no dia 23 de novembro de 2008 a banda lançou oficialmente o álbum Chinese Democracy, o primeiro disco de estúdio da banda depois de The Spaghetti Incident? Que foi lançado em 1993.
O disco conta com a participação de 15 músicos, contando os membros da banda, que na verdade ninguém sabe ao certo quem são e quantos são. No disco são listados 11 músicos como membros e ex-membros do G’nR. Exagerado também é o número de estúdios de gravação usados pela banda, foram 13 ao todo. Depois de tudo isso, o álbum saiu pela bagatela de U$ 13 milhões
Exageros à parte, o disco é bom. Nada que valha a espera de 15 anos (acho que nada vale esperar 15 anos), mas é bom. Uma constante nas músicas é a introdução diferente, algumas com sons animais, explosões e até levadas eletrônicas. Alias, o cd está repleto de artifícios eletrônicos, o que garantiu ao som da banda um certo ar de modernidade.
O Axl está muito bem, quase não percebemos que ele está chegando nos 50 anos. O cantor altera o tom da voz com muita facilidade e abusa dos seus característicos gritos agudos e chorosos.
A parte instrumental é legal, há muitos solos de guitarra umas levadas de piano e um violãozinho flamenco. Em algumas músicas percebemos claramente três ou até quatro guitarras.
Pra mim a melhor música do disco é “Better”, do tipo que fica na cabeça, acho que tem uma boa pegada pra rádio e um refrão fácil. O Axl está especialmente bem nos vocais dessa. A faixa que intitula o álbum também é interessante. O vocal é feito, em tons diferentes, por duas ou três vozes do cantor. O som que predomina é uma voz bem grave, com a segunda voz bem aguda, ao mesmo tempo tem uma outra voz meio fora do tempo (propositalmente), que da uma sensação meio de eco na música.
O disco é bom, mas não genial. Vale a pena ser ouvido pela história da banda e toda a polêmica que envolveu seu lançamento, mas não espere virar fã dos caras por causa desse álbum.
Hoje eu acordei pensando em fazer uma review do disco do Gun’s ‘n Roses Chinese Democracy. Ouvi o álbum umas três vezes durante o dia, sentei pra escrever e me deu uma preguiiiça. Lembrei que o Grammy está chegando e esqueci o Gun’s (que não teve nenhuma indicação para o prêmio). Amanhã, se deus quiser, eu escrevo sobre os roqueiros.
A 51º edição do Grammy acontecerá no dia 8 de fevereiro no Staples Center, Los Angeles (o estádio do Lakers).
O grande (momento de ironia total) nome da premiação deverá ser o rapper Lil Wayne (prometo que escrevo sobre o álbum dele antes do dia 8). O cara conseguiu nada menos do que 8 indicações, incluindo álbum do ano, melhor álbum de rap e melhor música de rap. Logo atrás vem Coldplay com 7 indicaçoes e Kanye West com 6.
Para álbum do ano, os indicados são:
Coldplay - Viva La Vida or Death and All His Friends
Lil Wayne - The Carter III
Ne-Yo - Year of the Gentleman
Robert Plant and Alison Krauss - Raisin Sand
Radiohead – In Rainbows
O favorito para levar a vitrolinha é Lil Wayne, embora eu ache que o disco do Coldplay é muito melhor. Não consigo ver graça na risadinha rouca que caracteriza o rapper.
Música do ano:
Adele - “Chasing Paviments”
Coldplay – “Viva la Vida”
Leona Lewis – “Bleedin Love”
M.I.A. – “Paper Planes”
Robert Plant and Alison Krauss “ Please Read the Letter”
Esta categoria é a mais disputada, todos tem chances. A favorita é M.I.A., a música dela mistura sons de caixas registradoras e tiros. É a menos convencional de todas e por isso deve vencer.
Artista revelação
Jonas Brothers
Duffy
Adele
Lady Antebellum
Jazmine Sullivan
Eu gostei muito do álbum da Duffy. A Adele também parece ser uma grande cantora. O problema é que os Disney boys deverão levar o prêmio pra casa. Sabe como é né?
Melhor álbum de rock:
Coldplay - Viva La Vida or Death and All His Friends
Kid Rock – Rock and Roll Jesus
Kings of Leon – Only by the Night
Metallica – Death Magnetic
The Raconteurs – Consolers of the Lonely
Coldplay é o grande favorito para vencer esse prêmio. Kings of Leon corre por fora.
Melhor álbum alternativo:
Gnarls Barkley – The Odd Couple
Beck – Modern Guilt
Death Cab for Cutie – Narrow Stairs
My Morning Jacket – Evil Urges
Radiohead – In Rainbows
Gosto muito do Gnarls Barkley, mas o favorito para vencer é My Morning Jacket (que confesso que nunca ouvi falar)
Melhor álbum de rap:
Jay-Z – American Gangster
Lil Wayne – The Carter III
Lupe Fiasco – The Cool
NAS – NAS
T.I. – Paper Trail
Essa vai ser uma barbada para o Lil Wayne. Aposto minha câmera fotográfica (que é o meu maior patrimônio) que ele leva essa pra casa.
Melhor música de rock:
Bruce Springsteen – “Girls in Their Summer Clothes”
Radiohead – “House of Cards”
Death Cab For Cutie – “I Will Posses Your Heart”
Kings of Leon – “Sex on Fire”
Coldplay – “Violet Hill”
O veterano Bruce Springsteen é o favorito. A música é boa e o cara tem moral. Precisa mais o que?
Melhor produtor:
Danger Mouse – Gnarls Barkley, Beck, Black Keys
Will.I.Am. – Estelle, Fergie
Johnny K- Plain White T’s, 3 Doors Down, Staind
Rick Rubin – Metallica, Weezer, Neil Diamond
Nigel Godrich – Radiohead
O favorito é Danger Mouse, na minha opinião ele merece o prêmio. Outro que fez um grande trabalho em 2008 foi Will.I.Am, principalmente na musica American Boy da Estelle.
Essas foram as principais categorias do Grammy. Agora é só esperar até o dia 8 e conferir as possíveis surpresas.
Ta bom, todo mundo já está de saco cheio de ouvir falar de Barack Obama. Ta certo que o cara já é um marco na história e todo mundo espera que ele encontre uma forma de produzir petróleo, acabar com o aquecimento global, descubra a cura do câncer e realize o sonho de 10 entre 10 misses, a paz mundial.
Além de tudo, Obama se mostrou um cara musical, dançou em mais de dez bailes e inspirou dezenas de músicas. Foi feito até uma faixa, à lá “We are the world”, para ser veiculada em sua campanha política. A música chama “Yes we can” e participam dela, entre outros, o Will. I. Am., Common, John Legend, aquela atriz feinha com nome de “O Vento Levou”.... aah a Scarlett Johansson.
Separei outras dez músicas que o político inspirou em diversos países.
1-Jazz bacaninha sobre o presidente dos EUA
Takin' it Back with Barack Jack!
Will Galison
2-A letra é genial prestem atenção
Obama Country
Toby Keith
3-A melhor delas. É inspiradora, o clipe é legal e é a única música que da pra ser levada a sério.
Bom, o disco que tem me chamado mais atenção desde o fim do ano passado é o novo do Kanye West, o 808’s & Heartbreak.
O álbum é o quarto do cantor, produtor, compositor, rapper, showman e etc. Foi lançado no dia 25 de novembro de 2008. Desde que o ouvi pela primeira vez me surpreendi com a diferença entre este e os trabalhos anteriores do artista. Por incrível que pareça, o rapper quase não rima. As músicas são mais lentas, melancólicas e abordam a mesma temática sempre. A perda do ser amado (é isso ae, exatamente como os pagodeiros dos anos 90).
Na maioria das músicas Kanye usa o aparelho conhecido como Auto-Tune, o mesmo dispositivo usado pelo T-Pain, pelo Daft Paunk em One More Time e, pra quem é mais velho, pela Cher em Believe. O aparato distorce o som da voz do cantor.
Ao contrário dos trabalhos antigos, o 808 deixa de lado os samples no estilo soul e aposta em batidas mais eletrônicas, teclados e tambores africanos. Pessoalmente eu gosto muito da batida mais soul de seus discos antigos e esperava que ele se mantivesse nessa linha. O fato é que Kanye se rendeu, de uma forma bastante peculiar, a nova onda do hip-hop americano: a mistura do estilo com samples eletrônicos (outros exemplos: Rihanna, Akon, T.I.).
Kanye West se reinventou por inteiro. Deixou pra lá aquela cara de bad ass rapper e mostrou seu lado mais sensível, é quase como se ele fosse humano.
Além da já famosa Love Lockdown, com seus tambores africanos, outras músicas que merecem ser ouvidas são Paranoid, onde o cantor está visivelmente mais alegrinho, quase não usa o Auto-Tune e faz uns rapzinhos, o que é muito raro neste álbum. A batida é bem anos 80. A música Robocop merece uma atenção especial pelo violino que marca o ritmo. Aqui, Kanye se mostra mais uma vez melancólico. O interessante é que nas músicas mais alegres ele quase não usa o vocoder Auto-Tune e nas mais triste, o aparelho volta a estar presente.
Por fim, o disco é muito bom, diferente e inovador.
Pra quem não sabe meu nome é André Americo, sou fotógrafo e estudante de jornalismo.
Resolvi fazer esse blog para escrever sobre música. Não sei ainda o que vou escrever e nem como, espero que idéias venham conforme o tempo.
Sempre gostei de musica apesar de não saber tocar nenhum instrumento (fui expulso da aula de violão). Já há algum tempo eu pensava em fazer o blog, mas o que me motivou mesmo foi ter comprado um Ipod.
Vou tentar não me limitar ao estilo de música que eu gosto e escrever sobre tudo o que me chamar a atenção. É claro que é inevitável que a maioria do que eu escrever será sobre os artistas e músicas que mais me agradam, mas vou me esforçar para diversificar os estilos.
A próxima vez que escrever aqui já vai ser para dar a opinião sobre um álbum de algum artista que eu ainda não sei quem será